domingo, 6 de novembro de 2011

How much?

They were lying naked on the bed, under the white sheets. Looking into each other's eyes.

They were sleepy, but none of them wanted to close their eyes and end that moment. Tangled bodies in a sweet hug, the world could end but they would continue like that.

And all the plans done in silence, they would dream about it.

She smiled and her dimples made him smile too.

His thoughts: She is so beutiful and cute... I wish her here with me for ever.

Then, she said:
- Something wrong?
- No, I was just thinking how beautiful you are.
She smiled again.
- Do you know how much I love you? - she asked.
- I don't know, tell me, how much?
- More than you can imagine. More than you know. More than you'll ever know.
- Really?
- Yep. And I know you don't love me...
- Shut up! I love you so much.
- Really?
- Yeah.

They kissed and fell asleep together.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs...

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto.


~x~


Recebi por e-mail do Thiago e gostei muito. Apesar de ser um texto grande, vale a pena.
Na verdade, não é válido só para casamentos, mas para relacionamentos em geral. Tanto amorosos como apenas amigáveis. Quando você esquece das coisas simples que fazem toda a diferença, é nesse momento que a relação está ameaçada.

Valeu Thi, veio no momento certo. ^^~

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

I need You II

Ela abriu os olhos ofegante. Percebeu que tudo não passara de um sonho. A chuva, o abraço, seu desespero ao ficar só. Olhou ao redor, ainda na cama, procurando por ele. Não estava.
Expulsou toda a sua preguiça e saiu andando para procurá-lo pelo apartamento.
Era um imóvel pequeno, com espaço suficiente para os dois e delicadamente decorado para ser aconchegante.
Encontrou-o na cozinha, servindo-se de uma xícara de café. Abraçou-o por trás, passando as mãos por seu tórax e apertando-o contra seu corpo.
- Bom dia, meu amor. - falou ele, sorrindo ao sentí-la.
- Hmm... Bom dia. Por que você não está na cama?
- Porque eu vim tomar café. - ele se virou, ficou de frente para ela e a abraçou.
Ela beijou seu pescoço e seus lábios, de leve e falou:
- Volta pra cama.
Ele apertou-a, sentindo melhor o seu corpo e beijou-a longa e intensamente.
Arrastaram-se para a cama, beijando-se e rindo. Deitaram e ficaram muito quieros, abraçados, um olhando fixamente os olhos do outro.
Ele dormiu primeiro e ela o observou dormir. Sua respiração, seu semblante calmo, seus olhos fechados. Era tudo tão frágil. Logo ela também dormiu, abraçada a ele.

~x~

Sometimes all I need is a hug.
But even a so simple thing like it is impossible for us.

Every little moment can be an event.

~x~

Continua ^^~
(or Not)

sábado, 27 de agosto de 2011

I need you


Eles estavam parados, em pé, um olhando nos olhos do outro, o céu nublado sobre eles e nada ao redor.
-Eu preciso ir. - disse ele.
- Fique, por favor. - ela pediu, olhando-o fixamente.
-Você também tem de partir.
-Mas não quero.
-Sabe que não podemos ficar.
Ela abaixou a cabeça e segurou a mão dele. Os pingos da chuva começaram a cair lentamente e logo ficaram mais rápidos.
Estavam molhados e não foi preciso dizer nada. Ele envolveu-a em seus braços e percebeu que ela chorava desconsolada e silenciosamente.
Ela sentiu o calor do corpo dele, o seu toque e, apesar da chuva, sentiu seu cheiro. Fechou os olhos para sentir melhor todas aquelas sensações. Mas ao abri-los, ele não estava mais ali. Caiu de joelhos, sentou em cima dos próprios pés e chorou como nunca havia chorado. Sentiu a chuva fria e deixou-se ficar.

~x~

Continua ^^~

sábado, 25 de junho de 2011

Hair


Depois das pontas roxas, as mechas vermelhas \o/
Bem menos traumatizantes ^^~

terça-feira, 14 de junho de 2011

Just a Chess Game

Um dia, vamos acordar e perceber que tudo não passou de um sonho.
Abriremos os olhos e veremos que nada mudou.
Diremos que foi pura futilidade e descobriremos que as palavras têm poder.

Jogaremos moedas ao ar, com a simples ilusão de que elas poderão ser levadas pelo vento.
Tentaremos nos convencer de que a culpa não foi nossa, que foi apenas o destino brincando com nossas vidas como em um tabuleiro de xadrez, movendo as peças de maneira coordenada e inteligente.

Mas no final não haverão sonhos para acordar ou olhos para abrir.
As palavras terão muito mais poder do que imaginamos.
As moedas serão tão pesadas que nem conseguiremos carregá-las, muito menos jogá-las aos céus.
E, após todos os movimentos coordenados e ensaiados, não há um Rei a matar.

E todos os peões, bispos, torres, rainhas e cavalos poderão retirar-se, exaustos e heróis.


~x~



Não sei o que me deu, mas tive vontade de escrever isso. Só veio à mente e digitei. ^^~

Sem muito sentido de ser ou existir. ^^~

Do you Remember?

~The clean and blue sky~



I was used to take pictures of the sky for you. It was just a way to bring you closer to me. A way to show you a part of my day. When did we lose it? When this kind of things became so irrelevant for us? And why?





I know some things have changed, but I didn't realized this change. Did you?





~x~





I took this picture today morning, when I saw the clean and blue sky and remembered you.